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A HISTÓRIA DE BRUCE LEE ( PAG. 4)
(Por Mestre Gilmar
Dantas - Assoc. Pak Shao Lin de kung fu)
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autorizada pelo autor para publicação em qualquer meio de comunicação
pública, é crime previsto na lei Nº
9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998; que trata dos direitos autorais. Portanto,
evite aborrecimentos. Se houver interesse na utilização dos textos ou
imagens que são de nossa propriedade, entre em contato conosco para maiores
esclarecimentos.
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(Bruce Lee em cena de The Way of the Dragon - O Vôo do Dragão)
Esse filme foi rodado em Roma e apesar de
ter um enredo bastante simples , agrada bastante. Bruce misturou bem
ingredientes como humor, ingenuidade, lutas bem coreografadas , filosofia e
claro seu grande carisma pessoal. Para esse filme ele convidou seu amigo Chuck
Norris. Note os leitores, nas cenas em que luta com Norris, rodadas no Coliseu ,
a grande lição que Bruce como um grande lutador mostra no filme. Se adaptando
ao adversário num momento de dificuldade e o respeito com que ele trata seu
oponente independente de que arte seja. Em determinada cena, Norris com o braço
e perna quebrados já não tem mais condição de continuar lutando. Bruce o
olha e faz sinal com a cabeça para que Norris desista . Demonstrando o nobre
sentimento da misericórdia. Norris no entanto , se atira em cima de Bruce numa
ultima tentativa, pois ele também é um grande guerreiro e quer ir até o final
. Bruce estão dá o ultimo golpe e a luta termina nesse momento. Bruce presta
então seus respeitos ao grande lutador que esta ali caído aos
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seus pés. Essas cenas tinha muito a ver com sua própria
personalidade como lutador real. É realmente uma seqüência
memorável! |
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(Bruce no Coliseu em Roma, nas cenas memoráveis em
que luta com Norris)

Terminadas as filmagens, Bruce
declarou que o filme tinha grande potencial e com certeza chegaria a U$$ 5 milhões em
bilheteria. Os críticos o julgaram louco, achando que jamais "The Way of the
Dragon", dobraria a renda de "A Noviça Rebelde". Novamente ele estava
certo. Logo nas primeiras semanas o filme chegou a 5,4 milhões calando a boca de muita
gente. Na visão de Chow, o mundo agora estava pronto para conhecer Bruce Lee . Ele havia
chegado a conclusão de que o momento era esse. No entanto Bruce não queria que seus
filmes fossem lançados no ocidente pôr achar que tinham uma linguagem exclusiva para o
publico oriental. Na sua opinião, eles não agradariam ao exigente publico do outro lado
do mundo. Mas desta vez ele estava errado. Lançaram "The Fist of Fury" na
Europa, EUA e Canada. Para a total surpresa de Lee, o filme foi um enorme sucesso batendo
todos os recordes de filmes orientais anteriormente exibidos. Em seguida foi a vez de
"The Big Boss" e logo depois "The Way of the Dragon", repetindo a dose
e quebrando novamente recordes de bilheteria. Bruce Lee estava se tornando um grande
ídolo internacional e mais e mais pessoas em todo o mundo estavam conhecendo o pequeno
Dragão e seu carisma envolvente.
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| Aparecendo em praticamente todas as revistas de cinema e
artes marciais , em grandes programas de televisão e sempre dando muitas entrevistas a
jornalista e críticos de cinema, o nome Bruce Lee estava mais conhecido do que nunca
pelos quatro cantos do mundo. Em Hong-Kong assim como nos EUA, iniciava-se a onda de
produtos relacionados ao nome Bruce Lee e que eram vendidos em larga escala. Como:
Camisetas, emblemas, chaveiros, bonés , revistas , etc. |
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Enquanto
isso Chow já tinha planos para o próximo filme da "Concord Films"; chamado de
"The Game of Death" ("Bruce Lee no Jogo da Morte", aqui no Brasil).
Bruce resolveu filmar algumas seqüências que tinha na cabeça, e convidou seu amigo e
aluno Kareem Abdul Jabbar (grande astro do basquete americano na época), para participar
dessa filmagem teste. Jabbar estava em visita social em Hong-Kong e resolveu aceitar o
convite do amigo. Quem não gostou muito , foi o empresário de Jabbar, que quase teve um
ataque ao saber que um dos jogadores mais caros do mundo estava trocando socos e chutes
simplesmente com o "Rei do kung fu". Ele sabia que eram amigos e era apenas um
trabalho cinematográfico . Mas qualquer acidente com Jabbar resultaria em enorme
prejuízo pôr quebra de contrato. Jabbar não tinha autorização para fazer esse tipo de
coisa se expondo dessa maneira.
Nesse ínterim as ofertas chegavam
aos montes. Produtores de todo o mundo queriam o pequeno dragão. Bruce Lee já valia 1
milhão de dólares no mercado cinematográfico. O que era uma alta soma para os padrões
da época. Muito feliz ele curtia cada momento dessa nova fase em sua vida.
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Mas
nada lhe deu mais prazer do que saber que muitos produtores americanos também o queriam.
Os mesmos que sempre o discriminaram
e duvidavam de seu sucesso, estavam todos ali, batendo a sua porta. Entre eles a
problemática "Warner Bros", que havia causado
tanta tristeza em
Bruce.
O Produtor executivo da Warner
,"Fred Weintraub", foi a Hong-Kong exclusivamente para mostrar a Bruce o projeto
de "Enter the Dragon" ("Operação Dragão" aqui no Brasil). Que seria
até então o filme mais caro sobre artes marciais nunca antes realizado. Uma grande
produção para o gênero. Bruce e Chow adoraram o projeto e voaram para os EUA para
assinarem o contrato adiando assim a realização de "The Game of Death".
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(Cartaz promocional de Operação Dragão)

Bruce Lee atirou-se de corpo e alma
na realização desse novo projeto; e estava absolutamente certo de que esse filme o
consagraria definitivamente como grande astro internacional de primeira grandeza. O filme
teve um orçamento inicial de U$$ 600.000,00. O que era uma boa quantia para a
época se levarmos em conta que um filme de James Bond tinha uma média de 1 milhão de
dolares de orçamento inicial por filme. Bruce sugeriu e indicou os nomes de pessoas com
quem gostaria de trabalhar. Entre eles : John Saxon ( Conhecido ator e estudioso de artes
marciais), Jim Kelly (Campeão internacional de Karate 1971), Bob Wall (Campeão
profissional de Karate norte-americano 1970), Peter Archer (Campeão de Karate amador),
Yang Sze (mais conhecido como Bollo, aqui no Brasil) varias vezes campeão de Shotokan do
Sudeste Asiatico e Angela Mao (faixa preta de Hapkido, campeã de Okinawa) que fez o papel
da irmã de Lee no filme. Foram contratados mais de 200 extras e Bruce era também o
principal responsável pelas coreografias e seqüências de lutas. O enredo do filme é
muito parecido com as histórias de James Bond. Lee como agente secreto infiltrado, tenta
arranjar provas para acabar com o maldoso e poderoso Hans.
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(Bruce
na inesquecível cena do labirinto de espelhos)
Dono de uma ilha fortaleza
localizada próxima a Hong-Kong e usada como fachada para seus negócios ilícitos . Hans,
como apreciador de artes marciais, promove um grande torneio em sua ilha convidando
vários artistas marciais de todo o mundo . Bruce então é infiltrado como agente
especial do governo americano. O filme realmente é muito bom. Um verdadeiro clássico do
cinema de artes marciais . Eu particularmente já vi umas 15 vezes. Após o termino das
filmagens, Bruce muito orgulhoso de seu trabalho teria dito: "Realmente foi o melhor
filme da minha vida. Tenho a certeza de que chegara fácil aos U$$ 20 milhões". O
Pessoal da Warner concordava plenamente com ele. Muitos homens de cinema já diziam que
Bruce tinha muito potencial a exemplo de Clint Eastwod e John Wayne valendo seu peso em
ouro. Infelizmente Bruce não viveu para ver o enorme sucesso que conseguiria em todo o
mundo. Somente nos EUA , nas primeiras semanas "Enter the Dragon "chegou a U$$ 3
milhões. Na Inglaterra ficou varias semanas nas principais salas de cinema , sempre com
casa cheia. O Sucesso também se repetiu em vários países da Europa.
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| Batendo recordes
principalmente na Itália, Espanha e Alemanha. Atualmente estima-se que esse filme tenha
ultrapassado U$$ 200 milhões entre lançamentos, direitos para a TV, fitas de vídeos,
DVDs e reprises, desde o seu lançamento no inicio dos anos 70. |
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(Bruce posando para fotos, no intervalo das filmagens de
Operação Dragão)

O Interessante é que "Enter
the Dragon", na época não conseguiu no oriente superar "The Fist of
Fury". Talvez pelo fato de que o publico oriental ainda não estivesse acostumado com
uma visão ocidentalizada de filmes de arte marcial.
De qualquer forma chegou a U$$ 4
milhões em Hong-Kong e nas Filipinas foi proibido pôr julgarem o filme violento de mais
e com forte apelo a cultura ocidental. Coisas da época!
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